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BRASÍLIA,  SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO
 

Três As mulheres negras que mudaram (e continuam mudando) a história

Mais do que falar de preconceito, é importante abordar a consciência negra por um viés diferente: superação. Por isso, nesta semana, vamos falar sobre o empoderamento das mulheres negras que assumiram sua força e mostraram que, mesmo duplamente oprimidas, a vontade de quebrar as barreiras pode trazer mudanças individuais e coletivas.

Por séculos o mundo do esporte foi exclusivamente masculino, tanto que, mesmo quando as mulheres puderam mostrar sua força e precisão, sofriam preconceito e era pressionadas para abandonarem seus sonhos. É o caso da bicampeã mundial de judô, Rafaela Silva. Negra, ela enfrentou o racismo em todos os segmentos sociais em que participou, mas canalizou no esporte toda a energia e empoderamento que possui, se tornando um ícone de expressão feminina e negra. Conhecer a história da Rafaela é uma reflexão intensa, porque nos mostra a superação de barreiras sociais, raciais e de gênero que são impostas até hoje por uma sociedade voltada para o masculino. Quando falamos de arte, há grandes representantes negras que encontraram na pintura, música ou literatura um caminho para deixar fluir suas vocações e força. Um exemplo de artista que reflete isso é a americana Tatyana Fazlalizadeh. Uma artista completa que levanta uma bandeira em seu trabalho mais expressivo: Stop Telling Women to Smile – Parem de dizer às mulheres para sorrirem, em tradução livre. No trabalho, ela aborda o assédio em ambientes públicos, uma temática importante por ser mais presente entre a população de baixa renda. Além deste projeto, a pintora e ilustradora também se aplicou intensivamente em um projeto de mural chamado The Roots, homenageando a presença negra na música norte-americana. Vale a pena conferir. Elas também marcam presença no meio político. Estão por lá rompendo com o padrão patriarcal, representando o que se chama de minoria, mas que juntos representam quase o total da população. Mulheres negras que estão mudando a forma de representar a população, e isso não é algo que começa agora. A educadora e jornalista nascida em 1901, Antonieta de Barros, foi a primeira mulher (e negra) a se eleger para um cargo político no Brasil, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina em 1935. A sua importância na política foi tão grande que, anualmente, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina premia mulheres que se destacam com serviços em defesa dos direitos femininos com a medalha que leva seu nome.

Quando o mundo tentou silenciar os negros, a fragilidade se tornou se tornou força; a força se tornou luta e a luta se tornou vitória. A semana da consciência negra fala sobre preconceito, mas toca em um ponto muito importante: o poder que a mulher negra, oprimida duas vezes, tem para mudar o mundo. Não tenha preconceito, tenha orgulho.

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*Conheça mais sobre Tatyana Fazlalizadeh em tlynnfaz.com
**Fotos de Antonieta de Barros http://www1.udesc.br/?id=2678


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