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BRASÍLIA,  SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO
 

#PRACEGOVER: conheça a hashtag que está ajudando na acessibilidade digital de deficientes visuais

As pessoas estão conectadas o tempo todo, e isso não é novidade. O que vem chamando a atenção dos usuários de redes sociais é a presença da hashtag #pracegover, que pretende descrever as peças publicitárias para que softwares de acessibilidade possam ler em voz alta as características da imagem (e o texto que a acompanha) no Facebook ou Instagram.

O processo é simples: ao publicar uma campanha, postagem ou conteúdo que contenha imagem, o redator descreve, também, as características gerais da imagem que o acompanha, tornando a imagem em uma espécie de audiodescrição, similar ao que acontece com a programação de televisão aberta.

O projeto teve início em 2012 com a proposta vinda da professora Patrícia de Jesus, amplamente conhecida no meio de acessibilidade como Patrícia Braille. A baiana coordena hoje a Educação Especial no Estado da Bahia e é responsável pela inclusão de pessoas com deficiência visual em projetos educacionais. Vendo as dificuldades de ingresso de deficientes visuais no ambiente digital, ela decidiu que seria necessário usar as ferramentas de acessibilidade – como leitores digitais dos sistemas para smartphones – para abrir as portas do ciberespaço para esses novos usuários.

A mecânica é simples e funcional. De um lado, é preciso um redator e diretor de arte alinhados para entregar uma descrição afiada da imagem; do outro, é necessário um equipamento compatível com a tecnologia TTS (text-to-speak – ou sintetizador de fala, em tradução livre para o português), ferramenta que capaz de vocalizar todo o texto da descrição.

Quer participar da campanha? A gente separou algumas dicas para inserir a hashtag nos seus posts e ajudar a tornar a internet um ambiente mais acessível para todos!

1- Tudo deve começar com a hashtag para marcar o ponto de leitura do TTS. Escreva, após o conteúdo do seu post, a tag #PRACEGOVER. Desta forma, quando o software começar a leitura, o usuário saberá que, na sequência, virá uma descrição bem bacana da imagem que ilustra a publicação.

2- Descreva o fundo da peça, sua cores, nuances e degradês. isso é importante porque, apesar de imperceptível para quem pode ver, esses detalhes fazem parte da ambientação da imagem e podem fazer toda a diferença na hora de compreender o conceito.

3- A descrição dos objetos deve ser feita como se lê, porque esta é a ordem lógica convencionada para todos, inclusive para deficientes visuais. Isso vai facilitar a construção da imagem, além de facilitar a compreensão lógica.

4- Seja objetivo. lembre-se de que a ideia é descrever uma imagem de forma clara para simular a visão.

5- Não se esqueça de descrever se a peça é uma fotografia, ilustração, tirinha ou algum tipo específico de arte. Isso ajuda na ambientação semântica.

Viu como é fácil? Agora é só começar a construir o seu conteúdo e pensar em como a inclusão digital por ir muito além do que a gente imagina! Quer dar um up nas suas redes sociais e não sabe como? Marca uma conversa com a gente em Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro! E, claro, não deixe esse conteúdo morrer! Comente aqui embaixo e compartilhe nas redes sociais.


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